Nesse período, cerca de 20 iniciativas foram registradas pelos canais oficiais de divulgação da Polícia Civil, consistindo em distribuição de alimentos, agasalhos, produtos de higiene, além de participações em campanhas de doação de sangue. Ações que fazem bem para quem as promove, assim como para os destinatários delas.
A Psicóloga do Hospital da Polícia Civil (HPC), Aline Souza Braga explica que, em eventos como o vivenciado, nos quais vulnerabilidades sociais ficam mais evidentes, é possível observar características individuais e de grupos. “Estamos vivendo uma situação-limite e com isso temos presenciado as diferentes nuances do comportamento humano”, observa.
No que diz respeito a atitudes individuais, Aline pontua que: “Alguns tenderão a exacerbar seu individualismo, porém temos visto que uma grande maioria têm buscado na empatia e no cuidado com o outro uma forma de amenizar o próprio sofrimento, diante de todas as restrições vividas nesse evento que tem sido considerado uma das maiores crises humanitárias da história”.
Em relação ao impacto de iniciativas desenvolvidas de forma coletiva, a psicóloga ressalta a importância do envolvimento dos órgãos públicos nesse movimento. “Quando as instituições públicas se engajam em campanhas solidárias, além de estarem cumprindo com o seu dever político na sociedade, estimulam atitudes e crenças positivas em relação às organizações e às relações, o que tende a potencializar o engajamento político das pessoas, permitindo ações para o bem-estar coletivo”, finaliza.
Solidariedade e empatia são atos reflexos: todos saem ganhando. Experimente!



