Polícia Civil prende sete agentes penitenciários em Uberlândia

Por ASCOM-PCMG 20/07/2017 16h34

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) deflagrou, nesta quinta-feira (20), a operação “Legalidade” para cumprir sete mandados de prisão de agentes lotados no Presídio Professor Jacy de Assis, em Uberlândia.

Após quase dois anos de investigação, foram identificadas cinco vítimas mortas pelos suspeitos em 17 de agosto de 2015, no bairro Lagoinha, em Uberlândia. Entre as vítimas estão Fabrício Silva dos Santos, 35 anos; Amauri Nunes de Oliveira, 50 anos; Juliano Ribeiro Sintra, 27 anos; Diego Matias Neves, 29 anos, e Kaynna Cristina Alves Caetano, 26 anos. Todas foram executadas pelos investigados com disparos de arma de fogo calibre 380.

Pelo que foi apurado, a motivação do crime seria por represália em função da morte do agente penitenciário Edson Ferreira da Silva, 49 anos. Ainda, de acordo com os levantamentos, um grupo de agentes se reuniu horas antes da chacina em busca de identificar o autor do homicídio de Edson. Como o principal suspeito não foi localizado, o grupo de agentes se dispersou e sete deles depararam com Fabrício, Amauri, Juliano, Diego e Kaynna no bairro Lagoinha.

As cinco vítimas foram colocadas perfilhadas e assentadas à beira da calçada, como em uma abordagem corriqueira. Após isto, os suspeitos efetuaram dezenas de disparos de armas de fogo e todas as vítimas foram alvejadas na cabeça. Na ocasião, foram encontrados cerca de 30 estojos de munições deflagradas no local do crime.

As investigações apontaram, por fim, que as vítimas não tiveram ligação com o homicídio do agente penitenciário Edson, restando, comprovado, que eram usuárias de crack e apenas perambulavam pelas ruas do bairro.

A operação para cumprimento dos mandados de prisão dos investigados contou com a participação de mais de 40 policiais civis e 10 agentes penitenciários.

Segundo o delegado regional de Uberlândia, Edson Rogério de Moraes, após quase dois anos de investigações foi possível identificar e prender os suspeitos pelo assassinato de cinco vítimas. “Conseguimos esclarecer este crime e cumprimos todos os mandados, estando todos presos. Os agentes penitenciários são acusados de praticar uma possível represália à morte de outro agente penitenciário que ocorreu no dia 16 de agosto de 2015. A vítimas eram usuárias de drogas, não tendo relação com a morte do agente penitenciário”, afirmou.

                                                                                   Divulgação PCMG

Delegado Edson Rogério de Moraes


Já o delegado Rafael da Silva Herrera, responsável pelo caso, relatou que foram levantadas diversas hipóteses e nenhuma das vertentes investigativas foi descartada. Contudo, segundo o delegado, provas testemunhais esclareceram que as mortes ocorreram após uma abordagem tipicamente policial. “Os suspeitos abordaram as vítimas com armas em punho, colocaram-nas em posição de busca e efetuaram os disparos. Através das perícias comprovamos que as munições utilizadas foram de calibre 380, utilizada quase na totalidade pelos agentes prisionais”, ressaltou.

 

Divulgação PCMG

Delegado Rafael da Silva Herrera

 

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