A ação que resultou na prisão do foragido é fruto da ação coordenada de equipes da PCMG, da Polícia Civil do Pará (PCPA) e do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), com apoio do Poder Judiciário.
Conforme informações da delegada regional em Varginha, Renata Rezende, o investigado, que foi condenado a 26 anos de prisão pelo crime, teria passado quatro anos na cidade de Itaituba, também no Pará. “A polícia acredita que, por influência de parentes na região, o homem conseguiu se esconder das autoridades policiais por todo esse tempo”, disse.
O crime
Em 2015, a vítima, um empresário de Varginha proprietário de uma churrascaria, passou a fornecer alimentação para os trabalhadores envolvidos na construção de um shopping na cidade, por ter proximidade com o empreendimento. O suspeito, que trabalhava na obra, passou a ter um relacionamento amoroso com a esposa da vítima e, na casa do casal, descobriu que haveria R$ 120 mil guardados em um cofre.
No dia 9 de agosto daquele ano, o suspeito e um comparsa, também empregado da mesma obra à época, planejaram e executaram o roubo, mas acabaram assassinando a vítima com um pé de cabra durante a ação. Para inocentar a esposa do empresário, os suspeitos deixaram a mulher amarrada em um dos cômodos da casa.
Um dia após os fatos, o comparsa foi preso e confessou o crime, indicando a participação do primeiro envolvido. Com o desencadear das investigações, a PCMG também prendeu preventivamente a esposa da vítima, que teria participação ativa no esquema, uma vez que desejava fugir com o amante quando roubassem o dinheiro.
Todos os três envolvidos foram indiciados pelo crime de latrocínio. A esposa e o comparsa foram condenados pela Justiça em fevereiro de 2016, com penas de 25 e 27 anos de prisão respectivamente.



