PCMG prende quatro suspeitos durante operação Apodómisi

Por ASCOM-PCMG 19/08/2021 09h19

Divulgação/PCMG

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) realizou, nessa quarta-feira (18/8), a operação Apodómisi, em Uberlândia, Triângulo Mineiro. A ação resultou no cumprimento de quatro mandados de prisão contra três homens, de 45, 46 e 52 anos, e uma mulher, de 25. O grupo é suspeito de integrar uma organização criminosa especializada em estelionato e lavagem de dinheiro.

Além disso, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão nas residências dos presos e também no endereço de um suspeito de ser o “laranja” da organização criminosa. Buscas também foram realizadas em uma empresa de Uberlândia, de propriedade do homem de 45 anos, suspeito de chefiar o esquema criminoso.

Segundo apurado, ao menos seis empresas das cidades de Belo Horizonte (MG), Contagem (MG), Barreto (SP), São Paulo (SP), Taquara (RJ), Porto Alegre (RS) e Araponga (PR) teriam sido vítimas dos suspeitos, que tiveram prejuízo estimado em mais de R$ 2 milhões por ano.

Dinâmica do crime

Levantamentos indicam que a mulher de 25 anos se passava por gerente de compras e ligava para as empresas vítimas, usando nome falso e realizando orçamento de materiais, geralmente do ramo de construção, mas também de segurança eletrônica, folhas de papel e outros.

No momento da conversa, a suspeita falava sobre a possibilidade de realizar o pagamento de forma online no cartão de crédito. Quando disponibilizado o link para pagamento, normalmente duas semanas depois, as operadoras de cartão enviavam uma mensagem por e-mail para as empresas vítimas dizendo que o pagamento havia sido contestado. Nesse prazo, diversas compras eram supostamente realizadas pelos suspeitos.

Em seguida, o homem de 46 anos também usava dados falsos, a maioria de caminhoneiros de todo o país, para se passar pelo responsável pela logística do transporte da mercadoria. Ele então contratava o serviço de caminhoneiro na cidade de origem do material, que fazia o transporte até Uberlândia. Já com o material, o suspeito fazia contato com o homem de 52 anos, motorista de confiança do grupo, para que ele buscasse a carga realizando a baldeação da mercadoria. Depois disso, há indícios de que a mercadoria, de origem fraudulenta, era vendida na empresa de propriedade do homem de 45 anos.

A investigação foi realizada pela 4ª Delegacia de Polícia Civil Noroeste, pertencente ao 1º Departamento de Polícia Civil em Belo Horizonte. E a operação contou com o apoio de policiais civis do 9º Departamento de Polícia Civil em Uberlândia.

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