De acordo com o Delegado Daniel Araújo, do Departamento Estadual de Combate ao Narcotráfico (Denarc) e coordenador da operação, as apurações iniciaram há cinco meses. "Tudo começou com o monitoramento de Ítalo Aparecido Barbosa da Silva, que se encontrava encarcerado comandando o tráfico dentro da cadeia e determinando remessa e distribuição em Sete Lagoas", explica.
O Delegado acrescenta que, em maio deste ano, prendeu em flagrante, na praça do pedágio da BR-040 (que fica entre Sete Lagoas e Belo Horizonte), uma mulher sete-lagoana suspeita de integrar a organização criminosa, quando transportava oito tabletes de maconha. "A PCMG continuou a investigação que levou à operação desta quarta-feira. Hoje, essa mulher, que foi solta pela Justiça, foi um dos alvos da operação", acrescenta. Durante a "Semper Nobis", também foram apreendidos entorpecentes e arma de fogo.
Segundo o Chefe de Departamento de Polícia Civil em Sete Lagoas, Delegado Juarez Ferreira da Luz, a operação demonstrou que, com a atuação conjunta dos departamentos territorial e especializado, os ganhos dos resultados têm sido maiores. "O trabalho fica bem mais qualificado", comemora.
A operação foi batizada como "Semper Nobis", que significa "Sempre Nós", nome que surgiu a partir das escutas telefônicas autorizadas pela Justiça, em que os criminosos zombam da Polícia.



