Na quarta-feira (2/5), a equipe de investigação de fraudes compareceu à clínica e apreendeu os equipamentos. O casal proprietário foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos e podem responder por crimes contra a saúde pública, previstos nos artigos 273 e 334 do Código Penal, quando concluído o inquérito policial.
Segundo a delegada Adriene Lopes de Oliveira, as máquinas de laser são vendidas no mercado ilegal e oferecem riscos à saúde, uma vez que não há detalhes sobre sua composição, condições de fabricação, armazenamento e eficácia nos tratamentos. “Trata-se de um mercado clandestino da estética e, na mencionada clínica, foi apreendido o equipamento com a etiqueta de fabricação falsa”, detalhou a Lopes.
Ainda de acordo com a delegada, existe apenas uma empresa, sediada em São Paulo, autorizada pela Anvisa para importar e comercializar equipamentos a laser desse tipo.
“A Polícia Civil alerta que as consequências de se operar aparelhos não regulamentados no país podem ser muito graves e, se houver alguma intercorrência com o paciente, a clínica pode ser processada civil e criminalmente”, conclui Lopes.
As investigações prosseguem para conclusão do inquérito policial.



