PCMG identifica e prende suspeitos de pornografia infantil

Por ASCOM-PCMG 26/07/2019 16h57

Divulgação/PCMG

Ambiente doméstico: esse é o cenário escolhido por suspeitos de armazenar e compartilhar conteúdo pornográfico envolvendo crianças para a prática desse crime. Os suspeitos se utilizam de redes de compartilhamento, e muitas vezes acreditam que, por estarem sozinhos e na própria residência, não serão descobertos. Contudo, o trabalho de investigação e monitoramento da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) tem demonstrado que esse crime de violência sexual contra crianças e adolescentes não ficará impune.

Através do monitoramento diário e controle sistemático de números de IP que estavam realizando downloads de arquivos dessa natureza, a PCMG deflagrou nesta quinta-feira (25) a segunda fase da operação Infância Reavida 2, que realizou o cumprimento de nove mandados de buscas e apreensão em endereços nas cidade de Belo Horizonte e Contagem. Nos computadores e dispositivos de armazenamento de mídia de cinco suspeitos, foram encontrados conteúdo pornográfico e de sexo explícito envolvendo crianças. Eles foram presos em flagrante.

Foram ainda apreendidos materiais como equipamentos eletrônicos e de informática, dentre eles notebooks, computadores, celulares, câmeras fotográficas, HDs externos e pen drives, que estão sendo periciados para a identificação de conteúdo escondido. "Todo o trabalho se baseia em uso de recursos de tecnologia na investigação dos crimes e durante os três meses de monitoramento desta fase da operação, a Polícia Civil registrou que um dos alvos chegou a fazer 300 mil downloads de arquivos pornográficos envolvendo crianças", explicou a Delegada Elenice Cristine Batista Ferreira, responsável pelo trabalho de monitoramento que resultou na operação Infância Reavida 2.

A Delegada responsável pela operação ainda observou que o perfil desses suspeitos são diversos. "Foram identificados um fisioterapeuta de 42 anos e um finlandês, naturalizado brasileiro, de 78 anos. Na casa de um casal, um dos alvos, que não tinham filhos, a Polícia Civil também encontrou um quarto com brinquedos". O trabalho de investigação e levantamento de informações sobre cada alvo segue em andamento como também explicou Ferreira: "muitos desses autores mantém pastas ocultas e exige uma análise técnica". Em Belo Horizonte, foram seis mandados de busca e apreensão cumpridos, que resultaram na prisão de quatro pessoas; na cidade de Contagem, três mandados resultaram em um preso em flagrante. A Delegada Iara França, que segue à frente das investigações faz dois alertas sobre a prática: "a ação visa combater esse tipo de crime ao identificar quem está baixando e difundindo conteúdos pornográficos envolvendo crianças e adolescentes, os suspeitos utilizam uma plataforma de compartilhamento de arquivos P2 em que a pessoa que faz o download também torna aquele arquivo disponível, o que implica no compartilhamento, ou seja a pessoa pratica dois crimes". Ela ainda completa que existe uma característica nas pessoas que realizam o download desses conteúdos aliado ao abuso sexual de crianças e adolescentes. "Eles fazem uma escada, passam do mundo virtual para o real".

A Chefe do Departamento de Investigação, Orientação e Proteção à Família, Delegada Carla Vidal, destacou que a Polícia Civil de Minas Gerais segue comprometida no combate à exploração sexual infantil, " inclusive na modalidade do meio virtual, o objetivo desta operação". A PCMG está cumprindo a diretriz nacional diante dos números crescentes de casos, diante do registro de aproximadamente 20 crianças vítimas de violência sexual atendidas diariamente pelo Sistema Único de Saúde, no Brasil".

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