As apurações tiveram início em agosto do ano passado, a partir da informação de que máquinas pesadas, oriundas de uma fabricante sediada no interior de São Paulo, tinham sido roubadas enquanto eram transportadas para o Porto de Santos e de lá seriam exportadas para os Estados Unidos.
Durante os trabalhos, foi levantado que o grupo era especializado em furtar, roubar, adulterar os sinais identificadores de veículos automotores, adulterar e/ou inserir dados falsos em notas fiscais, além de revender maquinário pesado, sobretudo escavadeiras, retroescavadeiras, motoniveladoras, tratores de rodas, entre outros. Esses roubos ocorriam em canteiros de obras e fazendas.
O Delegado João Prata explicou que o "braço" paulista era responsável por roubar e adulterar, ao passo que os criminosos de Minas Gerais identificavam possíveis receptadores do maquinário. Os valores dos veículos giravam em torno de R$ 200 mil a R$ 300 mil, mas os receptadores os compravam por cerca de R$ 40 mil.
Em setembro de 2018, a PCMG conseguiu localizar e recuperar duas retroescavadeiras, em Lavras e São João del-Rei, em Minas Gerais. Desde então, as investigações foram intensificadas e mais três máquinas retroescavadeiras e um caminhão baú também encontrados.
Foi comprovada a participação de 13 investigados da organização criminosa, sendo cinco oriundos de Minas Gerais e oito de São Paulo, para os quais foram expedidos mandado de prisão preventiva. Foram localizados 13 endereços utilizados pelos investigados, sendo seis mandados de busca e apreensão cumpridos em Varginha, Santo Antônio do Amparo e Cana Verde, em Minas Gerais. Já em São Paulo, sete mandados de busca e apreensão foram cumpridos na capital paulista, Suzano, Taubaté e Campos do Jordão.
O Delegado João Prata informou que as investigações continuam para inibir receptadores de maquinário, ação que acabaria com esse tipo de crime.



