As investigações, iniciadas há mais de seis meses pelo Departamento Estadual de Operações Especiais (Deoesp), demonstrou que o grupo era fortemente articulado, sendo que já atuavam há mais de cinco anos com o esquema criminoso. “Era uma organização criminosa com desempenho duradouro e estável, conforme demonstraram as investigações”, ressaltou o Delegado Thiago Machado, da 2ª Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco).
De acordo com Machado, a atividade criminosa era articulada por um detento da unidade prisional, que recebia os aparelhos celulares e outros materiais de um policial penal, que também foi preso na operação de hoje. “O detento tinha a posição conhecida como ‘faxina’, isto é, se valendo do bom comportamento, tinha mais acesso ao pavilhão do presídio e outras celas, por meio das quais realizava as transações para venda dos celulares”, explicou o Delegado.
O que chamou a atenção da PCMG foi o fato de que o servidor público envolvido no esquema criminoso recebia cerca de R$ 2 mil para cada celular que conseguia ingressar durante o plantão dele. Em média, seis aparelhos eram vendidos por semana.
Para tanto, as esposas de dois detentos compravam os aparelhos e repassavam para a esposa do policial penal, que então separava kits para o servidor público ingressar com o material no presídio. “Lá dentro, o preso que coordenava as ações repassava também parte do material para outro detento, que era responsável em expandir as vendas na unidade prisional”, detalhou Machado.
Durante a operação desencadeada nesta terça (19), o policial penal e a esposa foram surpreendidos na residência deles, onde os policiais civis apreenderam uma mochila contendo cinco celulares e vários fones, carregadores e chips de operadoras já separados em kits para serem contrabandeados para o presídio. Além disso, em um cofre, os policiais recolheram mais de R$ 26 mil oriundos da empreitada criminosa.
A PCMG arrecadou diversas provas que evidenciaram os crimes de lavagem de dinheiro, organização criminosa, associação para o tráfico e corrupção ativa e passiva. O líder da organização criminosa já possuía diversas passagens por tráfico de drogas, roubos e porte ilegal de arma de fogo.
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