O delegado regional Helton Cota Lopes afirma que a Polícia Civil se empenha, diariamente, para investigar todos os crimes ocorridos em Itabira e região, inclusive os virtuais. “Muitas vezes as pessoas pensam que ficarão impunes ao praticarem um delito às escondidas, ‘atrás’ de um computador ou de um aparelho telefônico. Isso é ilusão, pois temos diversos métodos eficazes para identificar precisamente as pessoas responsáveis por todas as publicações e mensagens enviadas”, alerta.
Quanto às vítimas, o delegado destaca que “por se tratarem de crimes de ação penal privada, as vítimas devem comparecer no Fórum para o oferecimento da queixa-crime. Somente assim os autores poderão ser condenados e responder pelos crimes consumados".
Primeiro caso
Em 2020, foram criados alguns perfis falsos em uma rede social para denegrir imagens de várias adolescentes, sendo a maioria do sexo feminino. Na ocasião, os envolvidos postaram fotos das vítimas com frases ofensivas.
Após as investigações, seis pessoas, responsáveis pela produção e divulgação do conteúdo, foram identificadas e indiciadas pelos crimes de injúria e difamação, previstos nos artigos 139 (três meses a um ano de prisão) e 140 (um a seis meses de prisão) do Código Penal.
Segundo caso
Após um vereador de Itabira postar uma entrevista gravada em um canal jornalístico de determinada rede social, a vítima sofreu ataques racistas. O suspeito foi identificado e, durante as investigações, ouvido pela PCMG. O investigado alegou que se revoltou com a atitude do vereador em negar moção de aplausos, que seria conferida pela Câmara Municipal, a uma empresa. Ele ainda afirmou que se desculparia em momento oportuno.
O indivíduo foi indiciado pelo crime previsto no artigo 140, parágrafo 3, do Código Penal, com pena de um a três anos de prisão.



