A operação ocorreu no último dia 3 como desdobramento das apurações iniciadas há seis meses pela Agência de Inteligência Policial em Betim, RMBH. O delegado responsável pelas investigações, Felipe Fonseca Peres, destaca que mais de 100 veículos teriam sido registrados de forma fraudulenta tanto em Minas Gerais quanto em outros estados, sendo que os automóveis alvos custavam acima de R$ 200 mil. Dessa forma, o prejuízo calculado é de mais de R$ 10 milhões a montadoras, agentes financeiros e particulares adquirentes.
"Eles tinham farta documentação e insumos para produção de documentos e materiais fraudulentos voltados ao registro de automotores zero quilômetro, bem como também posterior realização de golpes de seguro, financiamento fraudulento e, em alguns casos, a remarcação e regravação de chassi e demais sinais identificadores de veículos que haviam sido roubados ou furtados", explica.
Ainda, de acordo com o delegado, "os suspeitos emitiam notas fiscais de empresas fantasmas, com inserção de dados reais de veículos automotores que ainda não haviam sido faturados pelas montadoras, e realizavam registro fraudulento perante os Detrans do Brasil, utilizando esses dados reais. Até uma recente portaria do Detran de Minas Gerais visa ao combate dessa prática, porque obriga a apresentação do veículo zero quilômetro para realização de vistoria no ato do registro”.
A operação Constantinopla contou com apoio das polícias civis de São Paulo - para cumprimento de mandados em Ribeirão Pires, Atibaia e Santo André -, Espírito Santo (Alegres e Guaçuí) e Paraná (Toledo, Londrina e Curitiba). As investigações da PCMG prosseguem para prender um foragido e outros suspeitos, bem como identificar demais envolvidos.
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