PCMG apreende pássaro da região amazônica

Por ASCOM-PCMG 17/07/2020 16h14

Divulgação/PCMG

Uma operação deflagrada pela Polícia Civil, nessa quinta-feira (16), resultou na apreensão de três aves silvestres, sendo uma delas nativa da região amazônica, que estavam sendo mantidas ilegalmente e em situação precária em uma residência do bairro Taquaril, em Belo Horizonte. Dentre os animais, estavam um papagaio “amazona estiva”, um “papa-capim” e uma “arara-guaçu” (Ara severus).

Titular da Delegacia Especializada em Investigação de Crimes Contra a Fauna, do Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Meio Ambiente (Dema), a Delegada Carolina Bechelany pontua que a presença da Ara severus chamou atenção da equipe. “Segundo a equipe técnica de investigadores, trata-se de uma arara de distribuição geográfica exclusivamente da região amazônica. E o fato dela ter sido encontrada em Belo Horizonte demonstra a amplitude do tráfico de animais silvestres dentro do Brasil”, destaca.

As aves foram apreendidas e encaminhadas ao Centro de Triagem de Animais Silvestres de Minas Gerais (Cetas-MG). No local elas passarão por procedimentos de triagem, exame clínico e reabilitação para possível soltura.

O suspeito de manter ilegalmente os pássaros não estava na residência no momento da ação, porém o procedimento investigatório já foi devidamente instaurado, fulcral no artigo 29 da Lei 9.605/98 - “Matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, ou em desacordo com a obtida”-, cuja pena prevista é de detenção de seis meses a um ano, e multa.

A equipe constatou também que uma das araras estava em situação de maus-tratos, aprisionada em uma gaiola muito pequena para o porte e com alimentação inadequada. Além do processo criminal, o suspeito poderá responder na esfera administrativa pelo cometimento de infrações ambientais.

O trabalho investigativo prossegue a fim de identificar a participação de outros envolvidos no esquema criminoso, assim como analisar os meios de transporte utilizados para o tráfico dessas espécies a Belo Horizonte.

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