Durante algum tempo a PCMG vinha monitorando as atividades do suspeito. Após a prisão, a equipe policial descobriu uma rede de clientes que mantinha contato com o suspeito. As mulheres que adquiriam a droga eram orientadas sobre como deveriam ingerir o medicamento e enviavam fotos com o resultado dos abortos.
As investigações apontam que o medicamento era adquirido no Paraguai e distribuído no Brasil. A droga chegava até as mulheres pelos correios. Cerca de 20 cidades já foram identificadas, entre elas Campinas, São Paulo, Belo Horizonte e outras do Paraná. Em uma única compra, Antônio teria adquirido 400 comprimidos abortivos que eram vendidos a R$ 100 reais cada.
Segundo o Delegado Cleyson Brene, responsável pela investigação, "o investigado responderá por tráfico de drogas, mas a investigação será aprofundada para apurar a prática de aborto e outros delitos".
O Delegado Regional de Poços de Caldas, Gustavo Henrique Magalhães Manzoli, garante também que o trabalho da PCMG continua. "A partir das investigações iniciadas na cidade, serão identificados os locais onde poderiam ter ocorrido os abortos e os procedimentos serão encaminhados para apuração dos crimes de aborto e o envolvimento de Antônio com as mulheres", concluiu.



