A Polícia Civil desencadeou operação policial, na noite de quinta-feira (9), para identificar e prender integrantes de uma organização criminosa, suspeita de desviar, aproximadamente, R$ 20 milhões em fertilizantes MAP (em pó e granulado) da empresa Vale no Distrito Industrial, em Uberaba. Seis envolvidos foram presos em flagrante.
Divulgação PCMG

Operação à noite
A investigação iniciou em meados de 2016 com o monitoramento das pessoas suspeitas em comandar a organização criminosa. Ao mapear os possíveis motoristas que participavam do esquema criminoso, a Polícia Civil, em parceria com a Vale, obteve informações que três caminhões entrariam na empresa em 9 de março alegando um carregamento de fosfato precipitado, material de baixíssimo custo. Todavia, com o auxílio de funcionários, ex-funcionários e transportadoras, desviariam o carregamento de fosfato para fertilizante MAP, produto bem mais caro.
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Policiais civis na empresa
A Polícia Civil chegou ao local e os três veículos bi-trem, conduzidos por Luiz Augusto Maximiliano, Gerson Kaufmann e Weslei Dagmar Caetano, já estavam devidamente carregados e prontos para deixar o local com as respectivas notas fiscais. Mas após análise de técnicos da empresa, acompanhados pela perícia criminal, atestaram que o produto acondicionado tratava-se de fertilizante MAP.
Os suspeitos foram abordados e confessaram ter contato com “Barulheira”, empregado da empresa Só Granel, cujos comparsas seriam como Saulo, Robinho, Sotero e Paulinho “Cri Cri”. Como essas pessoas também possuem outros contatos dentro da Vale Fertilizantes, os caminhões adentravam nas dependências da empresa para pesagem do cavalo e das carretas e depois o carregamento do fosfato precipitado do lado de fora. Contudo, deslocavam-se para outra parte da empresa e carregavam os veículos com o fertilizante MAP, sempre com a ajuda de funcionários.
Segundo o encarregado do faturamento, uma tonelada de fosfato gira em torno de R$ 250 enquanto a de fertilizante MAP, de R$1.500 a R$ 2mil dependendo da qualidade.
Pelas investigações, ficou comprovado que Saulo é ex-empregado da empresa, dispensado há aproximadamente seis meses. Outro suspeito, Sotero, indicado diversas vezes como o braço financeiro da organização criminosa ora investigada, os comparsas tinham pleno conhecimento de todo procedimento de entrada, carregamento e saída dos veículos com os produtos, facilitando a ação criminosa sem despertar suspeitas.
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Presos
Dos funcionários
Pelo que foi apurado, três funcionários do setor de carregamento foram identificados como suspeitos de participar do esquema criminoso, sendo que um deles, Willian de Aguiar Custódio, de 32 anos, foi preso em flagrante. Segundo o suspeito, Sotero que o convidou para entrar no esquema e o pagamento seria de R$2 mil por caminhão desviado. Ele também confessou os nomes de outros três funcionários com codinome Netão, Boca Preta e Diogo, todos do setor de faturamento.
Das apreensões
Além das apreensões em Uberaba, que totalizaram 106 toneladas de fertilizante MAP, a Polícia Civil seguiu nas investigações e conseguiu apreender na cidade de Uberlândia, em um galpão às margens da BR 050, aproximadamente, 383 toneladas do mesmo produto. O dono do galpão, Gleisson, não foi encontrado. Os policiais utilizaram a chave apresentada pelo motorista como sendo do portão do galpão. Ao fazer o teste, confirmaram ser do cadeado.
Em Itumbiara/GO, após contato do delegado Heli Andrade com o delegado regional da cidade, foram apreendidas 72 toneladas em uma empresa de fertilizantes na cidade. Na cidade de Tupaciguara, outra equipe da Polícia Civil apreendeu 33 toneladas de fertilizante MAP em uma fazenda na zona rural.
No total, foram apreendidas 594 toneladas de fertilizantes com valor, aproximado, de R$ 1 milhão.
Das prisões
Dos envolvidos, foram presos em Uberaba: Luiz Augusto Maximiliano, 56 anos; Gerson Kaufmann, 35 anos; Weslei Dagmar Caetano, 33 anos, e Willian de Aguiar Custódio, 32 anos. Eles foram presos em flagrante por furto qualificado e associação criminosa. Em Uberlândia, Erinaldo Domingos Neto, 42 anos e Alair Júlio Raimundo Rosa, 34 anos, foram presos pelo crime de receptação.
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