O chefe do Departamento Estadual de Combate ao Narcotráfico (Denarc), Júlio Wilke, explicou que os comprimidos vinham com a logomarca (símbolo do Justiceiro, personagem da Marvel) impressa, como forma de comprovar a qualidade do produto. A droga era uma das mais consumidas na capital e distribuída em todo o estado. No ano passado, foram apreendidos mais de 10 mil comprimidos com essa marca.
Com a chegada dos investigadores ao prédio, o suspeito ainda tentou se desfazer das drogas, jogando parte dos entorpecentes no vaso sanitário, mas o material foi recuperado pelos policiais. No curso dos trabalhos foram apreendidas cerca de 100 unidades de ecstasy e uma máquina de prensagem, que transforma a droga em pó no comprimido. Além disso, também foram arrecadados insumos e instrumentos relacionados à produção de entorpecentes, tais como duas sacolas com substância utilizada na mistura das drogas, colheres, peneira, balança e vidros diversos de corantes (usados para dar cores diferentes aos comprimidos de ecstasy).
Breno morava em um apartamento com a namorada, local onde montou o laboratório. No entanto, ele utilizava como endereço oficial o apartamento da avó (que mora em um prédio de frente), para não levantar suspeitas.
Conforme explicou o delegado que coordena as investigações Windsor de Mattos Pereira, o suspeito revendia a droga em grande ou pequena quantidade, estando entre os dez maiores produtores de ecstasy da região metropolitana. A droga que ele comercializava era altamente procurada pelos usuários para consumo, principalmente, em festas. Os entorpecentes eram encomendados pelos usuários por meio de aplicativo de troca de mensagens. Paralelamente à atividade criminosa, ele também trabalhava com a compra e venda de cachorros de raça.



