A investigação, que durou sete meses, apurou que coveiros recebiam propina de famílias para assegurar lugares no cemitério, e, para tanto, enterravam caixões vazios. Quanto o ente da família morresse, os coveiros retiravam o caixão vazio e colocavam o corpo.
As apurações indicam também que os suspeitos mantinham esquema de recebimento de horas extras que não eram devidamente cumpridas. Há indícios, ainda, de que os coveiros estariam desviando urnas funerárias e bens municipais para uma funerária particular.
O delegado regional em Formiga, Tiago Veiga Ludwig, informou que a ação contou com a participação de 14 policiais civis, e que as investigações seguem para apurar quem foram as pessoas que participaram da corrupção dos agentes públicos, que podem responder também por corrupção ativa. “Por intermédio da equipe de Repressão ao Crime Organizado, obtivemos imagens, as quais vieram a comprovar a existência das covas com caixões vazio no Cemitério Municipal de Formiga, bem como a confissão de um dos investigados", finalizou.



